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Política

Senadora Rose de Freitas é alvo da PF em operação que investiga desvio de dinheiro na Codesa

A Operação Corsários mira um esquema de fraudes em licitações na Codesa, estatal federal que administra o Porto de Vitória, entre 2015 e 2018

Redação Folha Vitória
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Foto: Divulgação
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A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (12) a Operação Corsários, que investiga uma organização criminosa que atuava na Codesa (Companhia das Docas do Espírito Santo) entre os anos de 2015 e 2018, desviando recursos públicos em contratos firmados com prestadoras de serviços.

A senadora Rose de Freitas (MDB-ES) é uma das investigadas e foi alvo de mandado de busca e apreensão da PF, segundo informações dos jornais Estadão e Folha de São Paulo. 

A operação, que conta com a participação de 44 policiais, cumpriu dois mandados de prisão temporária e dez mandados de busca nos municípios de Vitória, Cariacica e Serra, no Espírito Santo, e em Brasília, no Distrito Federal. 

Entre os detidos está o irmão da senadora Rose de Freitas (MDB), Edward Freitas.  Ele foi preso pela manhã. Edward Freitas trabalhou na Codesa até 2019, quando foi exonerado pelo atual diretor-presidente, Júlio Castiglioni. 

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Um outro investigado foi preso pelo crime de porte ilegal de armas. O grupo teria movimentado valores por meio de um escritório de advocacia e utilizado a compra de imóveis de luxo para lavar dinheiro. Até o momento, em dois contratos, a PF mapeou cerca de R$ 9 milhões em desvios.

Os mandados de prisão temporária e busca e apreensão foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF)  em razão dos indícios de envolvimento de Rose de Freitas, que tem foro por prerrogativa de função. A corte determinou ainda o sequestro de bens e valores dos investigados, segundo o Estadão. 

Investigações

De acordo com informações da Polícia Federal, a operação teve início a partir da denúncia de exigência de vantagens ilícitas por servidores da Codesa em contrato de locação de veículos.

As apurações revelaram a existência de uma organização criminosa infiltrada na empresa pública, por meio da indicação de pessoas de confiança do grupo para postos chaves, que interferiam nos certames e praticavam o superfaturamento e desvio dos valores pagos nos contratos subsequentes.

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Para receber os recursos desviados, o grupo investigado utilizava um escritório de advocacia, responsável por simular a prestação de serviços advocatícios para lastrear a movimentação dos valores. As investigações revelaram ainda que a lavagem do dinheiro ilegal também acontecia por meio da compra de imóveis de luxo e do pagamento de despesas pessoais dos envolvidos.

Existem também indícios de fraudes em contratos firmados com outras empresas no mesmo período. Os fatos investigados ocorreram entre os anos de 2015 e 2018.

A investigação contou com a colaboração da atual gestão da Codesa, que em auditoria realizada estima que somente em dois dos contratos auditados a organização criminosa pode ter desviado cerca de R$ 9 milhões.

Os investigados poderão responder pela prática dos delitos de concussão (art. 316 do Código Penal), corrupção passiva (art. 317 do Código Penal), corrupção ativa (art. 333 do Código Penal), organização criminosa (art. 2 da Lei 12.850/2013), fraude a licitações (art. 90 da Lei 8666/93) e lavagem de capitais (art. 1º da Lei 9.613/1998).

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O Folha Vitória procurou Rose de Freitas, mas não conseguiu contato com a senadora. Assim que houver retorno, a reportagem será atualizada.

Leia também: Vídeo mostra irmão de Rose de Freitas preso em operação da PF contra corrupção na Codesa


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