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Política

Ex-governador afirma que Brasil tem um déficit de líderes

Paulo Hartung participou de debate promovido pela Brazil Conference at Harvard & MIT e falou sobre o tema "Como nos tornamos um Estado reformista"

Redação Folha Vitória
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Foto: Reprodução /Youtube
Eliane Cantanhêde, Paulo Hartung e Marcos Mendes participaram do debate
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O ex-governador Paulo Hartung disse que o Brasil tem um déficit de líderes, e os atuais mandatários acham que temos “uma dinheirama” para gastar com a crise do novo coronavírus. A declaração foi durante o debate “Como nos tornarmos um Estado reformista?”, promovido pela Brazil Conference at Harvard & MIT, um evento anual realizado pela comunidade brasileira de estudantes em Boston para promover o encontro de líderes e representantes da diversidade do Brasil. O evento foi transmitido pelo Youtube.

O ex-governador do Estado também disse que o País tem grande potencial, mas sempre teimamos em ir pelo caminho mais fácil. "Precisamos olhar no branco dos olhos do caminho certo.  Precisamos deixar de lado o que tivemos até agora, líderes que apostam em demagogia e ´populismo", disse.

O debate também teve a participação do economista Marcos Mendes e foi mediado pela jornalista Eliane Cantanhêde, do Grupo Estado. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM) estava previsto no debate, mas não pôde participar por causa da votação na Câmara da votação do projeto que vai definir a ajuda federal a estados e municípios, no combate ao coronavírus.

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Hartung avaliou que o momento é de aprender com a crise e tirar lições positivas. "Essa lição da solidariedade fica muito clara com a crise. Com essa disposição de ajudar o próximo, podemos ter um ponto de partida quando essa crise acabar", disse o ex-governador.

Sobre as reformas feitas pelo governo Bolsonaro, Paulo Hartung disse que a reforma da Previdência tem pontos positivos e negativos. Para ele, houve avanços, mas de novo o grupo que está no poder segregou sua corporação com o resto da sociedade. "Na hora de fazer de todos foi cortar privilégio. Na hora de fazer dos militares os privilégios foram mantidos. Isso que não pode ficar de pé no País, na minha opinião"

Apesar dos riscos e da possibilidade real de o País entrar em uma crise ainda maior após a pandemia, o ex-governador do Estado disse que é preciso agir com inteligência e procurar o enfrentamento dos problemas. 

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"O negacionismo perde a força no mundo, a ciência ganha força no mundo. Seria bom se o multilateralismo fosse fortalecido agora, com diálogo com todas as partes e com uma construção de todos os envolvidos no problema. Tem elementos positivos nesse processo no meio de muita dor, de perda de vidas humanas. Precisamos estar juntos, solidários, para fazer essa travessia e cuidar do futuro, para que a gente chegue ao final da crise de pé e não de joelhos".



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