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Forças querem mudar UPPs e turnos policiais para ampliar ação nas ruas do Rio

Estadão Conteudo

Redação Folha Vitória
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Outras ações que estão sendo desencadeadas pelas forças de intervenção para tentar melhorar os índices de criminalidade focam gestão, sobretudo das UPPs - que teriam gente demais em atividade burocrática, o que dificultaria o trabalho operacional -, carga de trabalho policial e efetivo nas ruas. Nessa linha, a UPP da Cidade de Deus foi desativada na sexta-feira, 20, para dar lugar a duas companhias da PM. O jornal O Estado de S. Paulo destaca na sua edição desta segunda-feira, 23, que os militares já estão preparando a saída do Rio. A intervenção deve ir até o dia 31 de dezembro.

Desde maio, segundo o secretário de Segurança Pública do Rio, general Richard Nunes, mais de 1,5 mil policiais puderam ampliar o efetivo nas ruas com a introdução do regime adicional de serviço (RAS). Essa modalidade permite aos agentes trabalharem na corporação em dia de folga.

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O regime de trabalho no Estado, em média, é de 24 horas em serviço seguidas de 72 horas de descanso - o que pode mudar. Ele anunciou que, no próximo mês, vai iniciar uma experiência no Batalhão de Botafogo, zona sul, em parceria com uma empresa de assessoria internacional.

A ideia é analisar o impacto psicológico e a eficiência operacional, e isso poderá levar à mudança na escala de trabalho, com descanso passando de 72 horas para 24 horas. "Não se trata de aumentar carga (de trabalho), mas de empregá-la melhor", justificou o general Richard, avisando, no entanto, que se trata de um experimento. "Não tomaremos medidas precipitadas."

Criminalidade

Os militares apontam que as comparações dos índices de criminalidade têm de ser feitas entre os meses da intervenção. Com isso, avaliam, há queda desde o início do ano. Conforme o interventor, general Braga Netto, os casos de homicídios dolosos e roubos de veículos chegaram a cair mais de 25%, quando se compara março, mês seguinte à chegada dos militares ao Rio, e junho deste ano. O roubo de cargas e de estabelecimentos comerciais caiu 17% no período.

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Já o secretário de Segurança reconhece que houve aumento de 42% nos casos de homicídios, quando se observa "oposição à atividade policial". Mas justificou que isso se deve ao início efetivo do enfrentamento, o que não ocorria. Richard ainda fez questão de afirmar que comparações com 2017 têm de ser avaliadas com muita cautela, "porque no primeiro trimestre do ano passado houve greve da Polícia Civil, que acarretou subnotificação". "Esse tipo de comparação é leviana."

Especialistas em segurança, porém, criticam. Ignácio Cano, da Uerj, diz que não há dados para sustentar a afirmação de que a taxa de homicídios regredirá nos próximos meses. "Diante de números ruins, todos os governos dizem que irá melhorar." Para Robson Rodrigues, a redução pode até ocorrer, "mas será difícil chegar aos patamares de 2015 e 2016". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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