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Secretário da Saúde anuncia aumento na testagem e pede leis que obriguem uso de máscaras

O titular da Secretaria de Estado da Saúde fez um balanço das ações de prevenção e combate da transmissão do coronavírus

Marcelo Pereira

Redação Folha Vitória
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O secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, anunciou uma mudança no procedimento na testagem para coronavírus: o paciente será submetido ao teste PCR no momento da consulta na rede pública. Não precisará esperar a janela de espera com o início de sintomas que varia de três a oito dias. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) passará a divulgar um painel de ocupação de leitos também da rede privada a partir da próxima quinta-feira (08). Ele também cobrou que os municípios se esforcem por incentivarem à criação de leis que indiquem uso obrigatório de máscaras e medidas mais rígidas contra aglomerações. Ele citou os prefeitos de Anchieta e de Barra de São Francisco nesse quesito, que estabeleceram essas regras. "Estamos recomendando que todos os prefeitos, vereadore, câmaras municipais implementem legislações municipais para instituir a obrigatoriedade do uso de máscaras. O uso de máscara deve se tornar uma obrigação legal por causa do momento em que vivemos", reforçou.

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Todas as informações foram dadas numa coletiva virtual de imprensa que aconteceu na tarde desta segunda-feira (05). Fernandes está acompanhado do subsecretário Luiz Carlos Reblin, recuperado da covid-19. Ele estava afastado das funções desde o dia 21 de março. 

Atualmente, a taxa de ocupação de leitos de UTI exclusivos para paciente com coronavírus está em 94,99%.


Foto: Divulgação/ Sesa

Confira as falas de Nésio Fernandes e Luiz Carlos Reblin: 

Retorno do subsecretário Luiz Carlos Reblin

Reblin: Agradeço a todas as manifestações que recebi em meu nome e em nome da minha esposa. Adoeci pelo covid. Minha esposa também. Fomos cuidados como a ciência nos orienta, pelas boas práticas do conhecimento técnico científico que o médico, que nos acompanhou, adquiriu ao longo deste tempo. Só utilizei um antitérmico e muita hidratação. Aliás, este é um grande recado a quem está com a doença: hidrate-se de maneira adequada. Assim como na dengue, nessa doença, a hidratação é a palavra-chave. Na covid, a hidratação é chave. Hidrate-se muito bem se você adoecer pela covid. Eu e minha esposa nos recuperamos. E desde semana passada já reiniciei minhas atividades aqui na secretaria. 

Índice de internações

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Nésio: Desde o dia 25 e 26 do mês passado, estamos apresentando o início de uma estabilização muito alta. Ainda é precoce afirmar que alcançamos um teto de casos observados. As internações continuam crescendo. Desde semana passado, observamos uma redução nas internações por condições não-covid em consequência da quarentena que implantamos em 100% dos municípios capixabas. Estamos identificando também uma pequena desaceleração na curva de novos casos graves e de enfermaria. Porém, ainda temos uma curva crescente e aumento de casos que exigem internações em enfermaria e em UTIs. No entanto, observamos uma breve desaceleração dessa quantidade de pacientes.  

Pacientes na fila por um leito hospitalar

Neste momento temos cinco pacientes na fila da Central de Regulação aguardando leitos de UTI e 88 pacientes sendo atendidos pelo Samu. Ou seja, temos 93 pacientes sendo atendidos com uma solicitação que poderá resultar em internação em um leito de UTI na rede hospitalar. 

Explicação sobre números de pacientes à espera de leitos

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É importante esclarecer a respeito do tema muito abordado pela imprensa sobre a quantidade de pacientes que aguardam por um leito de UTI ou enfermaria no Espírito Santo. Nem todos os pacientes que estão nas UPAS e PAs estão aguardando leito hospitalar. Uma parte recebe alta após 18 a 36 horas de observação nesses serviços. Temos um conjunto de pacientes que, na avaliação do médico assistente desses serviços pré-hospitalares são solicitados e encaminhados para a regulação. Nem todos os que são passados para o serviço regulador reúnem características clínicas necessárias para uma internação hospitalar. O sistema de regulação existe para garantir o acesso hospitalar a cada tipo de recurso. A partir do momento em que o encaminhamento feito pelo serviço pré-hospitalar é aprovado, é que passa a ser considerado um paciente na fila de espera. O médico regulador tem um período de tempo para solicitar a vaga. O hospital tem um período de aceite ou não e aí é feita a remoção do paciente. Em caso de pacientes leves, a remoção é feita por iniciativa municipal. No caso de pacientes graves, encorajamos para que os serviços procurem o Samu e o Samu faça a regulação para garantir um atendimento mais ágil. Estamos reforçando toda a rede. Temos 20 ambulâncias avançadas. No entanto, a quantidade de pacientes é muito grande. Chegamos a remover 160 pacientes em 24 horas. É uma operação de transferência muito grande, numa intensidade que nunca foi vivida em momento anterior na história da Saúde no Estado. 

Estabilização de óbitos

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Devemos ter esta semana uma expectativa de que o comportamento do número de óbitos possa variar  a aquilo que ocorreu na última semana. Nós podemos viver um início de  estabilização do comportamento de óbitos a partir desta semana com uma variação de 15% a 20% dos óbitos que tivemos na semana epidemiológica anterior a esta. Os resultados da quarentena poderão ser observados a partir da próxima quinzena, quando olharmos para trás e identificarmos o comportamento da curva de casos, de internações e também o comportamento da estabilização dos óbitos, que é o indicador mais tardio a ser refletido, diante de qualquer medida tomada para poder avaliar a pandemia.

Testagem PCR no momento da consulta

Já distribuímos 120 mil testes de antígenos. Na últimas três semanas 40 mil testes foram registrados. Esta semana distribuiremos 190 mil testes. Ao longo do mês de abril queremos um momento de testagem ampla e em massa. Todo e qualquer paciente, após atualização de nota técnica, deverá realizar o teste no momento da consulta, sem aguardar a janela para o PCR. Se testar positivo, deverá proceder a testagem dos contatos mais próximos. E ao paciente será determinado o isolamento. Caso resulte negativo, será recomendado ao paciente o isolamento e realizar o PCR na janela de três a oito dias. Desse modo, entendemos que poderemos avançar na testagem dos pacientes sintomáticos. 

Recomendação aos municípios

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Uma nova etapa de testagem será iniciada. Estamos recomendando aos municípios que adotem a testagem de antígenos em toda a atenção básica do nosso Estado. O município que não quiser implementar será por opção do mesmo. Cerca de 80% dos pacientes atingidos por covid são pacientes leves. São pacientes que devem ser atendidos, monitorados e medicados pela atenção primária. Não devem procurar os serviços de pronto-atendimento se desenvolvem sintomas leves.

Mais de 100 óbitos por dia

Com a mudança na testagem é possível que os casos observados possam aumentar por conta da mudança. O mesmo aconteceu no ano passado quando passamos a considerar e testar contatos intradomiciliares. Até o presente momento, temos 5578 casos notificados, sendo 1880 casos confirmados e 80 óbitos registrados. Entre hoje e amanhã, poderemos ter recordes pela violência da pandemia e pelo delay (atraso) no registro administrativo por causa dos feriados. É possível que o Estado passe, em algum momento, a mais de 100 óbitos por dia. 

Cansaço do isolamento domiciliar

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Não queremos que vidas se percam. Entendemos que é natural que todos estejam cansados: é um direito do corpo, é um direito da nossa alma, da nossa juventude, dos trabalhadores. Estamos cansados de enfrentar essa pandemia há mais de um ano. No entanto, o cansaço não pode se transformar em negação, em comportamento de alto risco. Por isso, no momento mais crítico, é importante que toda a população entenda que entramos na vigência do mapa de risco. Temos 3/4 de toda a população capixaba em municípios classificados em risco extremo, com amplas medidas e restrições a atividades sociais e econômicas. Essas medidas deverão ser respeitadas. Sem essa redução de interação social não será possível evitar que muitos óbitos ocorram na próxima semana. Isolar-se nesse momento e só sair de máscara para atividades essenciais é um gesto que poderá evitar mortes, contaminação e internações. A proporção de pessoas assintomáticas ou oligoassintomáticas (com poucos sintomas) é muito grande na covid-19.

Lei para uso obrigatório de máscara

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Precisamos reforçar o grau de adesão ao distanciamento social. Vamos viver um mês de abril ainda muito restrito. Recomendamos que os municípios implementem legislações para instituir a obrigatoriedade do uso das máscaras. Isso deve ser de competência municipal. Vamos viver um mês de abril com muitas restrições. Estamos recomendando que todos os prefeitos, vereadores, câmaras municipais implementem legislações municipais para instituir a obrigatoriedade do uso de máscaras. O uso de máscara deve se tornar uma obrigação legal por causa do momento em que vivemos. Nós entendemos que a fiscalização e a responsabilidade pelo uso de máscaras são papeis municipais. Temos prefeitos no Brasil que adotaram medidas muito rigorosas, como em Araraquara e Belo Horizonte que decidiram de maneira complementar adotar medidas mais duras. Sem a unidade dos poderes é muito difícil enfrentar a pandemia sozinho.

Mais medidas restritivas

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Reblin: Medidas complementares podem ser feitas pelos municípios, sempre medidas mais restritivas. Não é possível flexibilizar as atividade, a medida tem que ser de mais restrições, especialmente no uso da praia e dos espaços públicos.

Barreiras sanitárias inteligentes

A respeito de barreiras sanitárias inteligentes, estamos preparados para receber informações de empresas que transportam passageiros para o Espírito Santo. Com a suspensão das viagens intermunicipais e interestaduais, vamos aguardar a organização dos fluxos dos passageiros. Em relação à empresas aéreas, elas solicitaram um tempo, que está sendo discutido, a fim de alinhar as estruturas de informação para alimentar o sistema que a gente precisa. 

Painel de ocupação de leitos na rede privada

Já iniciamos a avaliação com os hospitais, mas somente sete hospitais neste final de semana alimentaram de maneira adequada o censo. Acreditamos que até quinta-feira, os dados já estejam disponível. Mas a partir de quinta-feira, vamos divulgar os dados da rede privada independente ou não dos hospitais terem fornecido os dados. Iremos divulgar aqueles que não o fizerem e não divulgaram as informações para abastecer a transparência. Não encontramos resistência dos hospitais privados em relação à divulgação de seus dados. 

Abertura de mais 1000 leitos até final de abril

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Seguiremos expandido leitos de UTI, de enfermaria e dos semi-intensivos. Preferencialmente na rede pública. Desde o início da pandemia, a participação da rede privada nunca ultrapassou a 16% do total de leitos de UTI disponíveis para atender os atingidos pela covid. Diversas expansões realizadas vão permitir que o Estado chegue a 1100 leitos de UTI até o final deste mês no Espírito Santo. Essa proporção se equipara a abertura de leitos feitos na Bahia durante a pandemia. Ela se equipara a proporção de abertura de leitos em Estados com população muito superior à do Espírito Santo. Decidimos aqui fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS). Não com estratégias de hospitais de campanha, custosas e caras. 

Hospital Materno-Infantil da Serra e 30 leitos de UTI no Jayme Santos Neves

Nesta quarta-feira, iremos dar início às atividades do Hospital Materno-Infantil de Serra. Amanhã à noite, faremos visitas a esta unidade com o governador, que passará a contar com leitos de enfermaria disponíveis para tratamento de pacientes com covid-19. A abertura de leitos de enfermaria neste hospital permitirá que o hospital Jayme dos Santos Neves abra mais 30 leitos de UTI dentro da unidade principal do Jayme. Considerando que o Materno-Infantil será tratado como um anexo, uma unidade complementar ao Hospital Jayme, formando um complexo hospitalar no município de Serra.

Expansão de leitos

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Esta semana estaremos expandindo leitos em todas as regiões do Espírito Santo. Publicamos uma portaria para que os municípios possam solicitar habilitação de leitos por meio de financiamento estadual. Estamos estimulando que os municípios tenham mais protagonismo. Em nota técnica encaminhada, foi orientado que todos os  municípios com mais de 60 mil habitantes abrissem pelo menos 30 leitos de enfermaria junto a unidades de pronto atendimento com 15 leitos masculinos e 15 leitos femininos para reforçar a capacidade do atendimento pré-hospitalar. 

Vacinação de idosos acima de 60 anos

Reblin: Estamos na expectativa de remessas de mais doses esta semana. Esperamos que possa aproximar do que recebemos na semana anterior, de mais de 160 mil doses. Finalizando os grupos prioritários em andamento iremos iniciar a vacinação da faixa etária anterior. Se essa previsão se confirmar, iremos iniciar a imunização da faixa etária dos 60 anos e mais ainda em abril.

Vacinação de forças de segurança e de professores

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Junto com a chegada da vacina, estamos nas tratativas da vacinação também das forças de segurança e também dos professores. Estamos próximos da publicação de uma resolução de imunização para esses grupos. A quantidade que chega é bem reduzida. Portanto, haverá um escalonamento para definirmos, com as forças de segurança, qual vai ser a ordem desses grupos. Da mesma forma também com o setor da Educação. Nenhuma dessas operações irá colocar em risco a vacinação dos outros grupos etários e das pessoas com comorbidades. A vacina sempre tem uma reserva técnica que será utilizada para esses grupos.

Posição nacional do Espírito Santo no painel de vacinação

Estamos variando entre a quinta e a sexta posição na vacinação no país. Mas há alguns pontos que temos que considerar e deixar claro o que está acontecendo no país no que diz respeita à transparência por parte do Ministério da Saúde. O sistema Localiza SUS vem apresentando demora de até quatro dias no fornecimento de informações na atualização dos números de doses aplicadas. E as doses divulgadas pelo Governo Federal, que supostamente vem alegando um atraso por parte dos Estados e municípios, não possui correspondência com os fatos e com as doses informadas pelos municípios brasileiros dentro do próprio sistema do Ministério. No dia em que o Brasil alcançou a marca de mais de 1 milhão de doses aplicadas em vacinas, o sistema do Ministério da Saúde não apontava nem 20% das doses registradas e divulgadas em seu sistema. 

Atrasos do Ministério da Saúde

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Estamos provocando o Ministério da Saúde para que ele possa dar maior celeridade, agilidade e transparência dos dados em tempo real porque os Estados e municípios estão em processo de vacinação muito rápido.  Estamos agilizando o processo de vacinação, o que faz as doses acabarem muito rápido. Temos condições de, no Espírito Santo, aplicar mais de 1 milhão de doses por mês. A distribuição por parte do Ministério da Saúde levará a que a população brasileira alcance sua imunização somente no final deste ano. Isso não é adequado diante das novas características da pandemia no Brasil. Precisamos alcançar a população brasileira, inclusive jovens e adultos, até o mês de julho, sob o risco de viver novas fases de aceleração da doença. 

Apoio das Forças Armadas

O Exército precisa estar presente e nas ruas. No entanto, ele será mais útil no apoio às equipes de fiscalização adotadas em todo país e também no apoio ao acesso ao leito hospitalar. De maneira que as Forças Armadas precisam abrir todos os seus hospitais para que pelo menos 50% da oferta deles seja disponibilizada ao SUS. Na vacinação, o apoio do Exército no Espírito Santo será útil quando tivermos 1,5 milhão de doses para serem aplicadas em um mês em nosso Estado. Entendemos que municípios e Estados são capazes de aperfeiçoar os seus sistemas de vacinação garantindo uma imunização célere e oportuna a todo povo. As Forças Armadas serão úteis quando a disponibilidade de vacinas for muito maior do que está sendo no momento.

Golpes de compra de vacinas e negociações do Estado

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Reiteramos alertas de ofertas de golpistas aos municípios. Este momento exige cautela dos gestores que queiram comprar vacinas. Temos envolvido o Tribunal de Contas e feito checagens de inteligência para fornecedores para impedir que o Estado seja envolto em negociação indevida. Algumas negociações que estamos desenvolvendo vêm avançando e temos expectativas que algumas delas venham a se materializar nos próximos dias. 

Transmissão comunitária da variante de Manaus

O Espírito Santo não possui registro relevante da circulação da variante P1 no nosso Estado. Os dados divulgados pela Fiocruz representam em mais de 90% a genotipagem dos pacientes que foram atendidos  devidamente isolados no hospital Jayme dos Santos Neves, oriundos de outros Estados. Não há transmissão comunitária. A vinda desses pacientes para o Espírito Santo não transformou o Estado em território livre de circulação dessas variantes. Tanto que a variante que hoje predomina em nosso Estado é a variante inglesa e não a P1, a chamada amazonense. A vinda desses pacientes foi uma expressão de solidariedade do Espírito Santo. Salvamos muitas vidas com muita responsabilidade. Adotamos as melhores práticas para evitar a circulação dessa variante por aqui. 

Crise com falta de decisão do Governo Federal

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No entanto, como não houve coordenação nacional, não houve bloqueio e fechamento da malha aérea, do transporte aérea internacional e do terrestre. O país preservou a livre circulação de pessoas e as interações. A crise da pandemia não é do município ou do Estado. É uma crise mundial. No Brasil, ela ainda continua muito mal conduzida. A carga de enfrentamento tem recaído nos prefeitos e governadores e sociedade civil. 

Kit intubação

Estamos operando compras internacionais, no que diz respeito aos kits de intubação. Devemos encontrar um grau de estabilidade nos próximos 15 dias. 

Automedicação

Reitero o pedido para que a população evite a automedicação. Não procurar o sistema de saúde faz com que você evolua na doença com uma falsa sensação de cura ou tratamento, que pode fazer você sair do isolamento no período de transmissão da doença e complicações se desenvolvam de forma silenciosa. É importante que, diante de qualquer sintoma, mesmo leve, a população procure o sistema de saúde para ser acompanhada e medicada.

Vacinação das forças de segurança

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Ela já foi definida pelo Governo Federal. Serão vacinadas as forças que estão em linha de frente contra a pandemia. Iremos na tarde de hoje adotar os critérios que serão estabelecidos. Amanhã, pela manhã, será o ato de início da imunização das forças de segurança. O Estado irá utilizar 80% das doses de reserva, das doses que chegarão na segunda quinzena de abril para iniciar a vacinação dos professores. 

Previsão da vacinação dos 60+

Reblin: A previsão é que no mês de abril, daqui a uma ou duas semanas, iniciemos a vacinação do grupo de idosos com 60 anos ou mais. 

Ocupação de leitos para covid

Ainda temos capacidade de atendimento no entanto com uma demora maior no tempo de resposta aos pacientes tanto de leitos de UTI quanto de enfermaria. As ampliações que estamos fazendo, que poderão chegar a 1100 leitos de UTI, estão reforçando nossa capacidade de evitar o colapso pleno como ocorreu no Estado do Amazonas, no Pará, no ano passado e neste ano.

Retorno das aulas presenciais e eventos

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Reblin: A possibilidade de eventos e retorno de aulas presenciais estão condicionadas ao mapa de classificação de risco. 

Novos leitos e falta de insumos e profissionais

Em diversas ocasiões, atrasamos a abertura de leitos devido à falta de recursos humanos e insumos. O cronograma de abertura de leitos que apresentamos leva em consideração o prazo para compra de insumos e materiais, bem como o prazo de contratação de profissionais especializados. No caso do Hospital Materno-Infantil da Serra, abrir um hospital com 153 leitos (sendo 20 de UTI e 133 de enfermaria) não é um procedimento feito a partir de uma deliberação de gabinete. Você necessita estabelecer um conjunto de processo de compras e a contratação de pessoal, o treinamento, a organização de fluxo. Os hospitais de campanha demandam de 45 a 120 dias para serem abertos. Mesmo os hospitais de campanha não são locais de assistência abertos em duas semanas. No mês de janeiro, nós anunciamos a abertura do Materno-Infantil para o final do mês de abril. Nós antecipamos para o dia 7 de abril que, até o final do mês, estará disponível para a população plenamente aos atingidos pela covid. 

Efeitos no número de casos e óbitos dos 18 dias de quarentena

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Reblin: Temos próximo de 10 dias de número de casos muito alto sendo confirmados. Houve uma desaceleração, não uma redução, no número de internações. A curva não cresce mais naquela mesma velocidade. Ela continua crescendo um pouco menos. Há um número de óbitos muito alto. Provavelmente, permaneceremos com esse número de óbitos porque é o último patamar que será reduzido. Temos um conjunto de pessoas que adoeceram e estão adoecendo. Infelizmente, desse conjunto vem o número de óbitos. Há uma redução, sim, nos demais agravos sobre o sistema. Traumas, outros casos que reduziram com essa questão de quarentena. 

Testagem

Nossa testagem aumenta porque nossa regra é testar as pessoas com sintomas. Vamos distribuir mais testes para os municípios. Os que foram negativos serão testados pelo PCR. Não temos expectativa de diminuição de testagem e sim de aumento para isolarmos as pessoas com suspeita e também de casos confirmados.  

Taxa de transmissão no ES

Nésio: O RT no Espírito Santo apresenta 1,43. O da Grande Vitória é 1,16. O do interior é de 1,61. 

Painel de ocupação de leitos da rede privada

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Será publicado a partir desta quinta-feira independente da atualização de 100% dos hospitais ou não. Os hospitais que não atualizarem o censo serão informados no próprio painel que os dados não foram atualizados. 







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