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Governo do ES aciona STF para impedir que União se aproprie de agulhas e seringas

Estado havia comprado cerca de 6 milhões de seringas para o Plano Estadual de Vacinação, mas governo federal requisitou o material à empresa fabricante

Redação Folha Vitória
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Foto: Divulgação
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O governo do Espírito Santo pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que proíba o governo federal de requisitar insumos para a aplicação de vacinas, como seringas e agulhas, adquiridos pelo Estado. O governo estadual havia comprado cerca de 6 milhões de seringas, para o Plano Estadual de Vacinação. No entanto, a União requisitou esse material à empresa fabricante.

Com isso, a Procuradoria Geral do Estado (PGE) ingressou com uma ação cível originária, com pedido de tutela de urgência, junto ao STF, para impedir que o governo federal se aproprie desses insumos e garanta que os mesmos cheguem ao Espírito Santo. De acordo com a PGE, o objetivo é "resguardar o direito à vida e à saúde da população capixaba, bem como o exercício legítimo de suas competências constitucionais".

O relator do caso no Supremo é o ministro Ricardo Lewandowski. Na última sexta-feira (8), analisando uma ação semelhante do governo de São Paulo, o ministro decidiu que a União não pode requisitar o material comprado pelo governo paulista para vacinação

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"A incúria do Governo Federal não pode penalizar a diligência da Administração do Estado de São Paulo, a qual vem se preparando, de longa data, com o devido zelo para enfrentar a atual crise sanitária", escreveu o ministro em seu despacho.

A expectativa, portanto, é de que Lewandowski siga esse posicionamento em relação ao pedido do governo capixaba. Ainda não há previsão de quando a ação apresentada pela PGE do Espírito Santo será analisada.

Também na última sexta-feira, o Ministério da Saúde informou a empresas que produzem ou distribuem seringas e agulhas que a requisição administrativa de seus estoques não atinge produtos que já estavam negociados com Estados, municípios e o Distrito Federal.

O ministério determinou à indústria nacional, em 31 de dezembro, a entrega de 30 milhões de seringas e agulhas após fracassar em tentativa de compra de 331 milhões de unidades. Em pregão eletrônico feito no último dia 29, houve lances válidos para apenas 7,9 milhões.

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Segundo informações do Estadão, o ministério havia dito, em reuniões com a indústria, que a requisição atingiria até a produção que já estava comprada por Estados e municípios.



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