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"É uma das escaladas mais perigosas da América do Sul", diz amigo de escalador desaparecido

O capixaba Fabrício Amaral, de 42 anos, desapareceu enquanto tentava escalar a montanha Fitz Roy, na fronteira entre o Chile e a Argentina

Gustavo Fernando

Redação Folha Vitória
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Foto: Divulgação
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O escalador capixaba Fabrício Amaral, de 42 anos, é descrito como experiente e cuidadoso pelo amigo, e também escalador, Fábio Fabes. Fabrício está desaparecido desde a última sexta-feira (18) quando tentava completar a escalada do Monte Fitz Roy, localizado na fronteira do Chile com a Argentina, na região da Patagônia. Com 3.375 metros de altitude, a escalada é considerada por muitos alpinistas profissionais como uma das mais perigosas da América Latina. 

Fabrício Amaral é nascido em Cachoeiro de Itapemirim, morador de Vila Velha e professor do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes). 

Segundo Fabio Fabes, Fabrício possui mais de 20 anos de experiência em escalas e uma vez por ano saia do país para desafiar montanhas na América do Sul. 

"A Fitz Roy é um enorme desafio para os escaladores devido as paredes verticais da montanha, que exigem muita técnica para serem superadas. Além disso, o clima da região é traiçoeiro", define Fabes.

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Fábio ressalta que o último contato com o amigo foi no último dia 15 (terça-feira passada), quando Fabrício informou que estaria tentando mais uma vez realizar a escalada. 

"O Fabrício falou que, assim que ele retornasse da escalada iria me telefonar. Ele pretendia retornar no dia 20. Já que a montanha exige cerca de três dias e meio para subir e mais um e meio para descer", afirma.

O amigo ainda garante que Fabrício tentava, ao lado do também escalador mineiro Leandro Iannotta, chegar ao cume do Fitz Roy desde o dia 29 de dezembro, isto é, um dia após chegar a região. 

Resgate

Assim que perderam contato com Fabrício, imediatamente familiares e amigos entraram em contato com autoridades brasileiras na Argentina e também com equipes de salvamento da região do Monte Fitz Roy.

Segundo Fábio, na noite desta segunda-feira (21), 16 socorristas começaram a escalar a montanha para localizar a dupla desaparecida. Mas, logo após iniciarem o percurso, um dos envolvidos quebrou o pé. Com isso, apenas 10 seguiram nas buscas. 

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Apesar de toda dificuldade climatológica da região, e das questões envolvendo os perigos da escalada, a esperança dos familiares e amigos é que eles tenham chegado até a "fenda dos italianos", área da montanha utilizada pelos escaladores para escapar do frio e da chuva. 

"Estamos confiantes que eles tenham chegado até a fenda e estejam esperando a melhora no tempo para iniciar a descida. Outro ponto positivo é que a última vez que eles foram vistos, por uma dupla de escaladores italianos, foi justamente próximos a fenda".

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