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Economia

Tendências faz leitura positiva de resultado fiscal de novembro

Segundo Lavieri, economista da empresa de consultoria, a equipe da presidente Dilma Rousseff parece ter entendido que o mercado já não está olhando para 2014

Estadão Conteudo

Redação Folha Vitória
audima
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Déficit de novembro pode ser considerado positivo Foto: Divulgação
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Porto Alegre - O déficit de R$ 6,711 bilhões nas contas do Governo Central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência) em novembro pode ser considerado positivo, apesar de representar uma deterioração do quadro fiscal, na avaliação do economista Bruno Lavieri, da Tendências Consultoria Integrada, que percebe no resultado um esforço do governo em "arrumar a casa" para 2015.

"Nossa primeira leitura é de um bom sinal olhando para 2015", afirmou. Ele destaca que, do lado das receitas, pesou o fato de praticamente não haver entrada de dividendos em novembro. Já na outra ponta as despesas de custeio tiveram um leve aumento, no que poderia significar uma tentativa de diminuir o peso do equilíbrio das contas em 2015. "Nos dois casos, deixa clara a preocupação do governo em reduzir o uso da chamada contabilidade criativa", disse.

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Segundo Lavieri, a equipe da presidente Dilma Rousseff parece ter entendido que o mercado já não está olhando para 2014. "Nos últimos meses de anos anteriores, era comum que o governo lançasse mão de tudo o que podia para cumprir a meta de superávit. Isso não está acontecendo desta vez", avisou.

Ainda assim, de acordo com o economista, o governo deve usar algumas ferramentas contábeis em dezembro, para fechar o ano com um superávit prometido, de R$ 10,1 bilhões. "Mas não é nada de outro mundo de se conseguir, e as receitas do leilão 4G vão ajudar", afirmou.

Lavieri acredita que as mudanças que a nova equipe econômica vem sinalizando não se darão apenas no plano contábil, o que é visto de forma positiva pelo mercado. "Redução do peso dos bancos públicos na economia, aumento de receitas em parte pelo aumento de alíquotas, diminuição de subsídios e desonerações, geração de um superávit primário que seja crível. As sinalizações nesse sentido têm sido bem feitas até o momento", disse.

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